Eu sei, eu sei: essa coisa verde-amarela no blog ficou ridícula. Mas fazer o quê? A Copa do Mundo chegou. E pra alegrias de uns e tristezas de outros, vou fazer uma série de postagens sobre o assunto.
E eu tenho de confessar uma coisa: enquanto a maioria das pessoas diz que odeia a seleção, enquanto alguns outros ameaçam torcer pra Holanda e chegam até a cometer a heresia de afirmar que vão torcer pra Argentina. Eu, não: nunca torço contra a Seleção e sou Brasil até na purrinha. Pra todos esses que ficam contra, faço minhas as palavras de um tio: quando o Brasil for campeão, quero ver a cara de todo mundo.
Gosto de vários esportes, mas confesso que o meu favorito é disparado o futebol. Desde pequeno, nutro uma paixão crescente por esse esporte. Seja pela Seleção, seja pelo Galo, meu time do coração e que me acompanha na vida.
E Copa do Mundo é Copa do Mundo. Nasci durante a de 1986, e pra ser mais exato, momentos antes da vitória do Brasil sobre a Polônia, por 4 x 0, pelas oitavas de final. Mal sabia eu que nas quartas a Canarinho seria eliminada pela França, que posteriormente seria a seleção que eu mais detesto em Copas. A França, para mim, é a Itália para outros. E não sei porque, nunca fui com a cara do Zico, desde pequeno. Talvez seja por causa do penalti perdido contra os franceses.
Confesso que não me lembro da Copa de 1990. Afinal, eu tinha somente quatro anos. Por sorte, não vi o Brasil perder para os hermanos argentinos que, felizmente, acabaram perdendo o título para os alemães.
Já em 1994, a história foi outra. Com oito anos e começando a gostar e acompanhar futebol de verdade, acompanhei mais de perto a Copa dos Estados Unidos. Lembro de jogos das eliminatórias, inclusive - ou, pelo menos, de questões fundamentais como o que fariam os times que tem uniformes iguais, tal qual Brasil e Equador ou Colômbia, por exemplo. Conhecer o uniforme 2 da Seleção foi algo que eu não esqueço.
Lembro também de alguns momentos. O gol de Romário contra Camarões, o gol de Bebeto contra os Estados Unidos e o jogo contra a Holanda - ou a tensão que pairava o empate. Jogar duas vezes contra a Suécia também foi algo curiosíssimo. E houve a final. Lembro da bola na trave de Pagliuca, e também da disputa de penaltis. E, claro, lembro da carreata que fizemos depois.
Muitos não vão lembrar, mas tinha o Amarelinho. Ele era o mascote do SBT na Copa, e em outras competições. Diversão pra criançada. Lembro dele nas Olimpiadas também. Coisas engraçadas da memória.
Minha euforia foi mais completa ainda pós-Copa. Com sangue de goleiro correndo nas veias e depois da atuação magnífica na Copa, foi natural que Taffarel virasse ídolo. Pra contribuir, ele ainda veio defender as metas do Galo. Depois de Ayrton Senna, meu real primeiro ídolo, Taffarel assumiu o posto e veio preencher a lacuna aberta com a morte do piloto.
Quatro anos depois, a Seleção embarcou para a França. Eu estava com 12 anos, e conseguia entender melhor tudo e sentir mais que nunca o clima da Copa. E com a empolgação, veio a frustração: os misteriosos acontecimentos da final mais a derrota para França - de novo ela - me fizeram esquecer parcialmente 98 (era impossível, eu tinha e tenho até hoje um joguinho de video-game da Copa, o que me fazia conhecer vários jogadores das seleções mais diversas) e acreditar que em 2002 o penta era possível.
E ele veio. A seleção foi pra Copa do Japão e Coréia desacreditada por muitos. Mas eu acreditava, tanto que me lembro claramente de falar com colegas que o Brasil ia levantar o caneco - e muitos duvidavam. Já com 16 anos, sofri mais e vivi mais o clima que antes, mas me lembro claramente da frustração da maioria dos jogos serem na parte da manhã e eu ter aula. Época de Copa deveria ser feriado mundial ou, pelo menos, ponto facultativo pra pessoas como eu.
Retrospecto até aqui: contando o ano que eu nasci (86), 2002 foi minha quinta Copa. Destas cinco, dois títulos, uma derrota para a Argentina que eu não me lembrava, e duas para a França - uma eu era recém-nascido, de fato, mas perder em uma final compensa e agrava tudo.
Depois da Copa das Confederações, em 2005, eu estava completamente confiante no hexa no ano seguinte. A Seleção jogou muito e prometia arrebentar no Mundial. Porém, o tempo passou, os jogadores saíram de forma e nosso técnico era o Parreira - teimoso como uma pedra, insistiu nos dois pesadões Ronaldo e Adriano na frente e a Seleção acabou caindo frente à - adivinhem - França. Fiasco total, que me fez assistir solitário ao embate entre os franceses e italianos, que felizmente levantaram o caneco. A Itália encostou no Brasil, mas antes eles que a França.
E veio 2010. Dunga renovou a equipe e, apesar de eu (e todo o resto do país) discordarmos de alguns nomes, são eles quem estarão em campo e é por eles que eu vou torcer. Em outro momento, pretendo comentar as escolhas do nosso treinador, mas entendo e agora é torcer. Quem sabe, dessa vez, não vem o hexa? É só não pegarmos a França pela frente...
Escuta essa: Coração verde-amarelo - "Eu sei que vou, vou do jeito que sei..."
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Eu e o futebol (vulgo Copa)
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Passou
"A Síndrome de Chantcler é quando uma pessoa acredita que o outro dia só chegou quando ela dorme e acorda. Exemplo: agora são 00:34 (eu devia ter vergonha na cara e ir dormir, né? Faz parte...) para mim ainda é dia 29 de abril (a despeito de já ser dia 30) e caso eu não durma e vire a noite aqui no computador, dia 30 simplesmente deixará de existir. A Síndrome de Chantcler ainda não tem cura e seu grau de influência negativa na vida de uma pessoa é muito pequena. Só é nocivo com relação a prazos porque, embora o acometido pela síndrome não perceba, o tempo realmente passa para o resto do planeta Terra." (SILVEIRA, Patrícia, n'O Placebo)
Tomo liberdade de fazer minhas as palavras da minha querida amiga Patrícia. Coincidentemente, aqui agora são 00:34 e eu estou escrevendo um texto para o dia anterior. Mas, como ainda não dormi, posso considerar que ainda é dia 16 de maio.
E foi no dia 16 de maio de 2008 que nasceu o SubetaNet. Começou como uma brincadeira, o Tratado do Terceiro Andar, e passou por tantas mudanças e fases que eu não conseguiria enumerar aqui. Mas foram dois anos importantes de maturação.
Hoje tenho mais clareza sobre não só o que representa o Subeta pra mim, como também o papel do blog como ferramente pessoal e profissional. Entendo melhor também a relação das pessoas com seus diários - nunca tive, nem o hábito, e a inconstância de postagens aqui não permitem qualificar este blog como sendo um, mas dá pra entender o valor e importância de registrar momentos e experiências.
E nestes dois anos muita coisa aconteceu, e boa parte dela ficou registrada por aqui.
Em maio de 2008, estava no segundo período do meu curso. Ainda não havia em decidido pela publicidade e trabalhava com jornalismo - e até hoje continuo me enfiando por essas áreas, apesar de ter me acertado e definido como publicitário, profissão que eu gosto e tenho crescido.
Foi em 2008 também que tive minha primeira lesão no joelho - coisa que não recomendo pra ninguém. E também algumas alegrias e decepções - igual todos os anos das nossas vidas. Veio 2009, passou e chegamos em 2010. E, de repente, o Subeta já faz 2 anos.
Se fosse uma criança, já estaria correndo por aí e começando a falar igual a um homenzinho. Como é o meu blog, ele cambaleia e fala igual um papagaio. É a vida.
Mas é isso aí: dois anos. E acho que foram só os primeiros - ou assim espero. (:
Vida longa ao SubetaNet!
Escuta essa: K'naan - Wavin Flag
sábado, 1 de maio de 2010
1º de Maio
Dia 1º de Maio, dia do trabalhador. Mas mais que isso: um dos dias mais tristes da minha infância.
Em 1994, eu tinha apenas 8 anos. Minha família havia se mudado recentemente (em novembro do ano anterior) de Belo Horizonte para Pará de Minas, no interior do estado, e eu estava naquela idade em que os esportes começam realmente a fazer parte da vida de qualquer garoto. Acompanhava futebol com maior frequência, começava a entender do assunto e estava virando um aficcionado por Fórmula 1.
Tive grandes ídolos no esporte, desde pequeno. No mesmo 1994, o goleiro Taffarel, com suas defesas na Copa e posterior transferência para o Galo, conquistou o coração de um jovem futuro goleiro. Mais velho, jogadores como Marques ou o tenista Guga também passaram a ser ídolos.
Mas foi ele, Ayrton Senna da Silva, ou Ayrton Senna do Brasil, meu maior ídolo da infância.
E eu me lembro como se fosse ontem do dia 1º de maio de 1994. Estava começando a acompanhar todas as corridas, a conhecer os pilotos e os carros, a me apaixonar pela velocidade.
Na manhã deste fatídico domingo, estava deitado na cama com meu pai assistindo a corrida. E é engraçado pensar como tantas pessoas, que nunca haviam sentado para ver uma volta sequer, também faziam isso nesse dia.
Lembro que a transmissão havia mostrado imagens da câmera que acompanhava o carro de Senna. Adorava essas tomadas, me sentia um piloto de Fórmula 1. E, de repente, uma outra câmera mostra seu carro passando direto na amaldiçoada Tamburello. Fiquei atônito.
Acompanhei cada segundo do atendimento médico, e passei o resto do dia grudado na frente da TV, esperando notícias. Quando meu pai me contou que haviam dado no rádio a notícia de morte cerebral, não entendi e nem acreditei: pensei que ele ainda poderia melhorar e se recuperar. Afinal, com oito anos é fácil acreditar em milagres.
Foi então que o repórter Roberto Cabrini entrou durante a transmissão da Globo e proferiu algumas das mais tristes palavras que eu me recordo já ter escutado: "Esta é uma notícia que eu jamais gostaria de dar. Morreu Ayrton Senna da Silva".
Mais uma vez eu não acreditava que era possível. Não, não com ele. Como seria possível? Lembro que chorei, e talvez pela primeira vez na vida, tive de lidar com a terrível dor da perda.
Senna não era próximo, não era conhecido, não era meu amigo de verdade. Mas, para aquele garoto de 8 anos, ele era quase um parente, um irmão mais velho. Me imaginava sendo ele, ficava horas sonhando com uma vitória em uma corrida e o Galvão gritando "Fábio Megale do Brasiiiiiiiiil", da mesma forma que fazia com Ayrton. Era um legítimo sentimento de perda.
E desde então aquele garoto nunca mais acompanhou F1 da mesma maneira. Simplesmente perdeu a graça. O vermelho da Ferrari nunca será igual o da McLaren que tantas vezes Senna pilotou, e o tremular da bandeira quadriculada nunca será tão marcante. Nem o Tema da Vitória, que até hoje emociona e resgata memórias, foi e jamais será o mesmo. O apagar das luzes da largada deixou tudo acinzentado.
Escuta essa: Tema da Vitória
sábado, 6 de março de 2010
Medo, muito medo...
Lembrei que em 2008 publiquei isto aqui (continuação desse outro aqui) no blog.
Terminei o texto dizendo dizendo: "Mas 2 anos é muito tempo."
E o pior é que não foi. Acho que vou seguir o conselho da Patrícia e sair do país.
Medo, muito do que pode acontecer este ano.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Desventuras automobilísticas
Lembro quando meu pai trocou seu chevettinho antigo por um mais novo: foi em meados de 1994, talvez 1995. O carro era de 1993, e estava em ótimo estado. Aliás, ainda está: meu pai sempre cuidou bem dele.
Além dos cuidados do meu velho, o carro também é surpreendente: em todos esses anos, ele raramente deu defeito. Os carros antigos da Chevrolet, especialmente o Chevette, quando bem cuidados, possuem um custo de manutenção muito baixo. Dezesseis anos depois de lançado, o carro parece novo. Posso dizer que meu pai é foda - e o que eu mais escuto na rua é se ele está à venda (o carro, não meu pai).
E posso afirmar também que mal me recordo das vezes que o carro realmente deu problema. Geralmente quando ia para a oficina era apenas por rotina ou por desgaste natural das peças. E ele acumula até alguns recordes, como o pneu step nunca ter precisado ir para a pista - sim, ele nunca furou o pneu.
Enfim, no ano passado, após me ver perder horas com deslocamento, meu pai resolveu que já era hora de me dar um carro e de comprar um mais novo pra si - afinal, ele merecia, depois de tantos anos fiel à seu carro. Fiquei, então, com o Chev (apelido carinhoso que eu dei pra ele).
O Chev andava meio parado nos últimos tempos - meu pai é aposentado, e sair de casa não é mais parte da rotina. E o carro parece que se acostuma com isso, depois que começou a rodar todos os dias ele começou a sentir um pouco o desgaste, mas com o tempo foi se soltando.
Certo dia, nos primeiros meus com o carro, a primeira desventura aconteceu: a baterria arriou. Também pudera: uma bateria costuma durar cerca de dois anos, no máximo, e ela já havia passado dos três. Efeito Chev.
O foda é que esse tipo de coisa sempre acontece nos piores momentos, como ocorreu alguns poucos dias depois: recente com o carro, não havia pego todos os detalhes com meu pai - detalhes tipo a quilometragem da sua última troca de correia dentada. E o que aconteceu? A bendita arrebentou, no pior momento possível (ou perto dele, dez metros pra frente e eu estaria mais ferrado ainda). Inusitado foi o mesmo mecânico do socorro ter ido me atender, olhar pra mim, e perguntar: "eu não te conheço?"
Dois incidentes que eu me isento de culpa, e também o Chev: o problema foi atenção com a manutenção, mas como eu poderia prever? Estes fatos acabaram levando algumas pessoas a afirmarem erroneamente que meu carro não é confiável, então aproveito pra rebater: é sim, e muito. Mas fatalidades acontecem.
Tipo a de hoje. Estava voltando pra casa, quando o carro morre. Parecia a bateria, tentei fazer ele pegar e nada. Um camarada empurrou o carro, e fui parar em umas ruas escuras, sozinho e abandonado. Meu único contato com a humanidade era através da minha mãe e da minha namorada, enquanto esperava o socorro chegar. E pela terceira vez, eu posso afirmar uma coisa: ter seguro de carro salva a vida.
E o que foi que aconteceu? Nada de problema com o carro, novamente. Simplesmente a tampa do distribuidor soltou. Qual a probabilidade disso acontecer? Mínima. É uma peça presa com trava, e que é realmente difícil de se soltar por vontade própria. Ou seja, é um baita azar. Aposto até que sei de quem é a culpa: hoje é segunda-feira, e eu odeio segunda-feira.
Segunda é um dia que deveria ser feriado nacional. Ninguém deveria ter de sair de casa pra nada. Mas já que saí, deu merda. Com o distribuidor solto, e as tentativas de fazer o carro pegar, a bateria acabou descarregando. Nada que uma carga não me fizesse retornar seguro pra casa, mas amanhã eu descubro o valor do prejuízo. E o pior: logo quando os ônibus inventam de entrar em greve.
É, a semana promete.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Crepusculando
Da série "Diálogos Na Madrugada", mais um diálogo do Twitter que achei divertido, desta vez entre eu (@megale) e a @jessie_small.
@megale O Filmow tá de sacanagem comigo. Sugeriu que eu assista Crepúsculo.
@jessie_small @megale sorte que, no caso, você já viu. ;P
@megale @jessie_small Daí eu pergunto: sorte?
@jessie_small @megale lógico. Assistir esse filme deve pagar alguns pecados pelo menos.
@megale @jessie_small Aí é que tá. Pecados não foram feitos para serem pagos, mas cometidos. E o pessoal que fez o filme cometeu vários.
@jessie_small @megale nada. a Noviça Rebelde peca mais que aqueles vampiros bundões.
@megale @jessie_small Os vampiros bundões passam longe de pecar. Mas eu me referia aos produtores, que cometeram o pecado de fazer esse filme.
@jessie_small @megale mas o pecado original foi da Stephanie Meyer, que criou o livro. Ou dos pais dela, que criaram ela.
@megale @jessie_small ahauhauaha... verdade. depois dessa fiquei até sem resposta.
Epic Win da Jessie.
Escuta essa: The Dubliners - The Rocky Road to Dublin
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Onde existem os monstros
Série especial sobre Onde Vivem os Monstros - Parte 3/3.
Frustração. Esse foi o primeiro sentimento que me veio à cabeça assim que as luzes da sala de cinema se acenderam. Transportado de volta ao mundo real, outros sentimentos se misturavam e, para entendê-los, é preciso entender como estava sendo o meu dia.
Como puderam ler nas duas partes anteriores sobre a obra de Maurício Sendak, minha expectativa sobre este filme só crescia. Havia, então, me planejado para assistir na estréia. Porém, uma imensa chuva parou a cidade e colocou em risco meu deslocamento para a seção, o que gerou vários desconfortos, misturados à um péssimo dia, me deixando bastante chateado.
Mas, no fim, da mesma forma que o bem sempre vence o mal, o trânsito melhorou e pude ir ao cinema assistir o tão esperado lançamento. Mas, claro, o clima e a animação não eram mais a mesma.
E o filme é, de fato, fantástico. A história é simples, mas intensa. O diretor Spike Jonze (de Quero ser John Malkovich e Adaptação) conseguiu transformar algumas poucas páginas de um livro infantil em uma história densa e emocionante. O garoto Max Records, que interpreta seu xará Max, está fantástico e dá vida ao personagem de uma forma excepcional. E os monstros, então, estão simpáticos e com vida, fazendo arrancar aplausos da iniciativa do diretor de trabalhar com atores reais ao invés de computação gráfica.
Enfim, a história merece uma análise profunda que eu não vou me arriscar no momento: prefiro assistir o filme mais vezes antes de tentar estudar as personalidades dos monstros e como elas representam o próprio Max, ou como isso reflete nos adultos como nós que ainda guardamos o espírito de uma criança em nossos corações.
O único ponto que vou discutir aqui é o da frustração. Não foi com o filme, definitivamente. Inicialmente, imaginei ser, mas como Onde Vivem Os Monstros é o tipo de filme que nos faz gostar cada vez mais dele com o tempo, eliminei essa possibilidade. A frustração, acredito, se dá por dois motivos: o final não é como eu imaginava, apesar de ser como eu sabia que seria. E encarar a realidade, muitas vezes, não é fácil. O segundo ponto chave pra este sentimento é a sensação de voltar ao mundo real após ter mergulhado em um mundo de sonhos e fantasias igual ao de Max. É difícil descrever, mas poderia dizer que a sensação é semelhante à de deixar sua casa numa segunda chuvosa pela manhã para ir ao trabalho.
E foi tentando entender este sentimento que passei os últimos dias sem escrever para o blog. O assunto Onde Vivem os Monstros ainda não está encerrado, longe disso: ele ainda dará muito pano para a manga. Mas isso não será por agora, já que ainda preciso pensar muito sobre o assunto - e rever o filme, e reler o livro, diversas vezes.
Quanto ao filme, repito o que comentei anteriormente: é daqueles que, com o tempo, a gente passa a gostar mais e mais. Mas, desde já, me considero apaixonado. Não duvido que um dia chegue ao 10, mas por enquanto é um filme acima da média e que merece uma nota 8 (que, provavelmente, mudarei da próxima vez que eu assistir).
Também: Parte I e Parte II da série Sobre Onde Vivem os Monstros.
Escuta essa: Karen O and the Kids - Igloo
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Onde Nasceram os Monstros
Série especial sobre Onde Vivem os Monstros - Parte 2/3.
Foi no ano de 1963 que o autor Maurice Sendak publicou o livro "Onde Vivem os Monstros" e provou que um clássico não precisa de muitas páginas para ser escrito. Algumas palavras e poucas frases constroem um livro gostoso de se ler e bonito de se ver: as ilustrações do autor são belíssimas e a versão brasileira, da Cosac Naify, com tradução de Heloisa Jahn, é fantástica - assim como os vários livros desta editora, sempre bem cuidados.
Aparentemente simples, a história é profunda e trata de temas que fazem parte da vida não só das crianças, mas como de todos nós: solidão, rejeição, amizade, realidade, sonhos...
Poderia fazer aqui algumas várias considerações sobre a filosofia da história, sobre a infância, e tudo o que envolve o universo criado por Max, mas isto virá em um próximo momento. Por agora, apenas a indicação de um clássico da literatura infanto-juvenil, mas capaz de agradar a pessoas de todas as idades.
Confira a parte I do especial aqui. Parte III aqui.
Escuta essa: The Arcade Fire - Wake Up. De novo. :)
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Esses tais monstros...
Série especial sobre Onde Vivem os Monstros - Parte 1/3.
Faz algum tempo ouvi falar deste tal filme sobre monstros. No começo, confesso que não dei muita atenção, até porque num primeiro momento ele me pareceu uma coisa totalmente diferente do que é. Difícil explicar, mas achei ele algo entre o esquisito e o diferente, entre o infantil e o simples, não sei. Primeira impressão estranha.
Daí, então, deixei de lado as fotos dos (interessantemente bem produzidos) monstros que havia visto em notícias e acabei assistindo o trailer.
Com ele, acabei já começando a me interessar mais. Especialmente pelo letreiro que aparece: "dentro de nós está / tudo o que você já viu / tudo que você já fez / todos que você já amou / há um dentro de todos nós".
Enfim, quando meu irmão leu um pequeno comentário sobre o filme (que havia ganho 10/10) e que comentava um pouco, não da história, mas do sentimento por trás dela, foi quando fui atingido pelo raio e comecei a me apaixonar de verdade. Nesse meio tempo, assisti o trailer umas mil vezes e fui me apaixonando mais e mais.
Mas o golpe final veio da música do trailer. Wake Up, do The Arcade Fire. A letra é sensacional, a melodia, tudo é simplesmente de arrepiar. Escutei ela incessantemente nos últimos dias e cada vez me apaixono mais por tudo.
Tudo isso, graças a uma pequena coisa chamada infância.
Confira também: Especial Onde Vivem os Monstros, Parte II: O Livro. Parte III: o Filme.
Escuta essa: The Arcade Fire - Wake Up
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Enfim, 2010 - de fato!
Segunda-feira, dia 11 de janeiro de 2010. Eis que declaro iniciado oficialmente mais um ano!
Não que muita coisa tenha mudado desde o último ano pra cá. Muita coisa está igual, inclusive, e até pior. O trabalho acumulado, por exemplo. A ideia de jogar tudo embaixo do tapete de 2010 e retomar só depois tem seus problemas, mas apesar de tudo tem suas vantagens. Alguns dias tentando não se preocupar com nada (por mais que muitas vezes isso seja impossível) são bastante saudáveis e revigorantes.
Enfim, o período de férias que determinei para mim está encerrado e estou de volta ao trabalho. E o blog também é parte do meu trabalho agora, então, vai ficar mais movimentado por aqui. Tenho umas postagens antigas para terminar, algumas críticas e comentários de filmes atrasados, e por aí vai. Ano novo, vida nova, trabalho de sempre. :)
No mais, também estou começando a tocar alguns projetos que com o tempo vou explicando por aqui. Mas vai ser divertido e novidades vão surgindo aos poucos.
Escuta essa: Elvis Presley - A Little Less Conversation
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Previsões 2010
31 de dezembro de 2009, último dia deste ano que foi melancólico, esquisito, mas que também teve coisas positivas. Um ano estranho, de um modo geral, mas um ano como todos os outros.
E com 2010 batendo na nossa porta (à essa hora, já chegou em alguns países), hora de tentar algumas previsões pro ano que se inicia. É uma brincadeira divertida e sem pretensões de prever o futuro.
Vamos lá:
2010 terá 12 meses.
Isso quer dizer que o mundo não acabará ainda.
Falando em mundo acabar, uma crise política internacional se instalará, causando mal-estar entre os altos escalões mundiais.
Nesse contexto, Lula se afirmará definitivamente como grande líder mundial.
No Brasil, as eleições serão muito disputadas e acabarão em um segundo turno apertado.
Enquanto isso, as cidades continuarão tendo enchentes e problemas com violência, saúde, miséria... e novos escândalos à la panetones aparecerão.
No mundo do showbiz, uma celebridade morrerá e deixará o mundo triste.
Em compensação, outra que estava afastada dos holofotes irá reaparecer triunfalmente.
E uma nova celebridade instântanea estilo Susan Boyle irá surgir.
No cinema, Onde Vivem os Monstros vai ganhar o Óscar de melhor filme.
Nos esportes, a Copa do Mundo será um sucesso. O Brasil será novamente campeão e consagrará o Dunga. E nota, pra não esquecer: caso o Brasil não vença, o título fica com a Espanha. Uma seleção africana pega o terceiro lugar.
No Campeonato Brasileiro, o título ficará com um time de fora do eixo rio-sp.
Definitivamente, um time grande será rebaixado para a série b.
O Barça ganhará a Champions novamente e levará outra vez o Mundial Interclubes, no final do ano.
Na Fórmula 1, Schumacher mostrará o motivo de ter sido tantas vezes campeão, mas o título ficará com a Ferrari.
E eu errarei várias das minhas previsões.
Por fim, como já disse que o mundo não irá acabar em 2010, não preciso nem citar que o Acelerador de Partículas não continuará funcionando como deveria, né?
Escuta essa: Bob Dylan - Beyond Here Lies Nothin'
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Erros e Acertos
No final de 2008, fiz previsões sobre o que aconteceria em 2009. Errei algumas, acertei outras... vamos relembrar e conferir:
Muitos eventos esportivos ocorrerão em 2009.
E aconteceram. Vários. :)
No futebol, o São Paulo não será novamente campeão brasileiro, enquanto um time grande será rebaixado para a série B do brasileirão, onde o Vasco será vice-campeão.
Acertei que o São Paulo perderia sua coroa. Também acertei quanto ao rebaixado: apesar de não serem considerados times grandes atualmente, são times de tradição: Sport, Náutico e Coritiba. Especialmente os pernambucanos. Uma pena pro estado cairem logo os dois. E na série B, errei feio: o Vasco foi campeão.
Na Copa do Brasil, haverá uma zebra - um time do interior - que desclassificará um grande favorito ao título.
Talvez não grande favorito, mas o Botafogo caiu diante do Americano. Outro acerto.
O Brasil será campeão da Copa das Confederações, e o técnico Dunga será várias vezes chamado de "burro" pela torcida brasileira.
Na mosca. Dunga está deixando de ser piada e virando unanimidade.
Na arbitragem, haverão polêmicas e acusações de má intenção por parte dos juízes.
Qual a novidade disso?
Já na Europa, o Lyon será campeão francês e a Champions não terá um campeão inédito.
Pequei em acreditar em mais uma vitória do Lyon. Uma hora ele deixaria de reinar, assim como aconteceu com o São Paulo. E o Barça levou a Champions, logo, acertei.
O time da América ganhará o Mundial Interclubes.
Ops, errei.
Na Fórmula 1, o Safety Car entrará na pista várias vezes e o Barrichelo não será campeão mundial.
Acertei de novo.
No Futsal, Falcão continuará fazendo belos gols enquanto, por sua vez, Bernardinho terá dificuldades para renovar a seleção de vôlei.
Só errei a parte do Bernardinho. Caramba, ele é foda. Mas quem não sabia disso?
Lula dará alguma má nota em 2009, mas será reconhecido como importante líder mundial.
Outro acerto. E num é que ele tem sido reconhecido mesmo?
Políticos brasileiros acusados de corrupção não ficarão presos.
Pra variar, né.
Obama irá surpreender alguns e decepcionar outros, e várias tentativas para controlar a crise mundial falharão.
A crise se controlou, Obama tem tido altos e baixos, então dá pra considerar que acertei. Mas eu esperava mais.
Hugo Chávez falará mal dos Estados Unidos.
Moleza essa.
Haverão atentados terroristas no Oriente Médio e em um importante país europeu.
Outro acerto.
Um filme brasileiro será sucesso de bilheteria.
Mais um acerto.
Uma estrela de Holywood se envolverá em polêmica.
Mamão com açucar.
A mesma estrela de Holywood se envolverá em outra polêmica.
Mamão com açucar e mel.
Essa estrela se envolverá mais uma vez em polêmicas.
Diabetes.
Novo BBB renderá frutos para a Playboy.
É o tipo de coisa que acontece todo ano. Fato.
E o acelerador de partículas dará defeito novamente.
Ainda estamos vivos, não estamos? Então, acertei.
Escuta essa: The Arcade Fire - Wake Up
Retrospectiva 2009
Em 2008, fiz uma breve retrospectiva com alguns acontecimentos do ano. Resolvi repetir. Afinal, 2009 foi um ano tão estranho que merece uma releitura.
E é claro que tava na cara que 2009 não daria certo: já começou com um novo acordo ortográfico. Isso já era um sinal e ninguém deu importância!
Falando nisso, alguém se lembra do avião que realizou um pouso de emergência no rio Hudson? Isso ocorreu em 15 de janeiro. Nem parece ter tanto tempo. Como também não parece que o Obama em breve estará completando seu primeiro ano de mandato.
Um fato bizarro aconteceu também no começo do ano: dois satélites, um russo e um estadunidense, colidiram no espaço. Acidente de carro eu já vi muitos, agora, de satélites foi a primeira vez. Até porque, de fato, foi a primeira vez.
2009 também foi o ano da gripe. Hoje ninguém mais fala na gripe A, gripe suína, A(H1N1), e demais nomes/apelidos. Começou no México, em Abril. Virou pandemia, e acabou. Muito terror por nada?
Esse ano famigerado também teve tragédias. Mas todo ano tem, né? De destaque, cito a queda do Air France 447. Acidente aéreo geralmente parece algo tão distante, mas quando atinge conhecidos é algo realmente estranho - e triste.
Dois mil e nove também foi um ano de grandes mortes. A começar por Michael Jackson, o Rei do pop, que partiu no dia 25 de junho, cercado de polêmicas, como não poderia deixar de ser. Al Martino, Brittany Murphy, Lombardi... muitos outros também se foram.
Para quem gosta de quadrinhos, heróis e etcétera, 2009 teve a aquisição da Marvel pela Disney. Preço: 4 bilhões de dólares. Resultado: muitas piadas envolvendo Mickey na roupa do Aranha. Mas será que dará bons frutos? Eu, particularmente, aposto que sim.
O Obama (outra vez) foi escolhido Nobel da paz. Sério que eu ri. Ele pode até estar tentando algo (diferentemente de estar conseguindo), mas Nobel da paz é piada.
Piada foi também o lançamento do Windows 7. Pelo menos por parte da Apple, já que parece que ele é o melhorzinho dos últimos tempos - o Vista, também, né? Ninguém merece...
E foi no famigerado 2009 que o Rio de Janeiro foi escolhido como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Muita gente torceu o nariz, mas eu fiquei feliz (que rima infeliz). O Brasil tem se destacado mundialmente e é uma ótima oportunidade pro país (além da Copa, é claro).
Parece que foi ontem que o país apagou, mas o Apagão (com letra maiúscula) ocorreu no dia 10 de novembro e deixou 18 estados brasileiros e o Paraguai no escuro. Eu não fiquei sem energia, e pude acompanhar (e me divertir com) tudo via Twitter - o novo canal de notícias 24 horas. Aliás, foi por lá que o mundo soube primeiro da morte do MJ, e eu também. Assim como Lombardi, Brittany Murphy, e por aí vai...
3 dias depois do Apagão, a NASA anunciou a descoberta de água na Lua. Primeiro passo pra colonização do satélite?
Dezembro começou com um evento importante: o sorteio dos grupos da Copa do Mundo Fifa 2010. O Brasil pegou pedreira: Portugal e Costa do Marfim. Além, é claro, da Coréia do Norte, provável saco de pancadas do grupo.
Em dezembro também teve o Mundial de Clubes da FIFA, e o Barça levou o título sobre o Estudiantes, consagrando ainda mais o time da Catalunha.
Por fim, dezembro também foi o mês em que ocorreu a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Copenhague, na Dinamarca. E o mais legal de tudo (irônicamente falando) é que os líderes mundiais (ou vários deles, pra não ser injusto) parecem ter ido lá só à passeio. Não vem ao caso agora, mas no dia que os países desenvolvidos forem um pouco mais altruístas, talvez nosso planeta tenha alguma chance.
Enfim, 2009 está acabando. Um ano muito, mas muito estranho. Não tenho ouvido falar dele, mas agora que estou raciocinando, deve ser tudo culpa do acelerador de partículas.
Acrescentando: Fui deixando pra falar depois e acabei esquecendo do Brasileirão. A minha amiga Patrícia, do Placebo, bem lembrou. O campeonato desse ano, como ela bem disse nos comentários, ninguém quis e, pra tristeza geral, acabou dando Flamengo. Meu Galo começou arrasador, foi líder várias rodadas e esteve no G4 quase o campeonato inteiro. Porém, no final acabou perdendo o rumo e terminou com sua já tradicional vaguinha na Copa Sulamericana. Um final melancólico para um ano que foi consideravelmente bom. O que fica de positivo? Que o time está se acertando e, aos poucos, retomando seu lugar de destaque no futebol nacional. Uma mudança dessas não acontece da noite para o dia, mas em breve - para o bem do futebol fora eixo rio-sp, dominará de vez os noticiários. 2010 promete.
Escuta essa: Jet - Are You Gonna Be My Girl
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Um post natalino bem musical
Natal. Época de alegria, vida, festas. Para alguns, comemoração do aniversário do nascimento de Jesus. Para outros, dia de festa e presentes. Tem até quem acha que é só mais um feriado chato e que só serve pra encher os shoppings e atrapalhar a vida de todo mundo.
Eu, particularmente, gosto muito. O clima de Natal ajuda a rejuvenescer a alma, e dá fôlego pro ano que se iniciará em breve. Além de ser uma época de paz e amor no coração, e isso é legal, não nego que também gosto de receber presentes legais das pessoas que a gente ama.
Mas uma das coisas que eu mais gosto no Natal são as músicas. Amo de verdade as canções natalinas. Escuto repetidamente e repetidamente e repetidamente. Por isso, separei alguns videos/músicas para desejar a todos um Feliz Natal com muita paz, amor, e tudo mais. Um Natal diverso: para todos os gostos musicais.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Diálogos
Diálogo entre eu (@megale) e @vicvandrade, com breve participação do @ofrango, ontem, no Twitter. Começou com uma brincadeira sobre o especial do Roberto Carlos na Globo e terminou na política.
@vicvandrade Olha! Já saiu a data do Especial Roberto Carlos deste ano... E daí, né?
@megale É bom anotar na agenda pra não correr riscos! RT @vicvandrade Olha! Já saiu a data do Especial Roberto Carlos deste ano... E daí, né?
@vicvandrade @megale Eu sempre anoto na agenda: pra não passar nem perto da Globo nesse dia! hauahuaha
@ofrango @vicvandrade @megale que dia vai ser? Vô avisar pro asilo que tem aqui perto, pras velhinhas começarem a se preparar.
@vicvandrade @ofrango Vai ser 25 de dezembro, um dia depois da passagem daquele outro velhinho, o barbudo. =)
@megale @vicvandrade @ofrango hahahaha... o pior é que eu gosto das músicas do Robertão. mas especial de fim de ano é tenso...
@vicvandrade @megale @ofrango Os convidados são cada vez mais exóticos. Como MC Leozinho está n´A Fazenda 2, eles devem chamar Djavú ou a Mallu Magalhães.
(neste momento, o Victor faz um comentário avulso que muda toda a conversa)
@vicvandrade Azeredo, Arruda... Do jeito que a coisa anda em Brasília, esse povo vai achar que "reforma política" é obra a ser superfaturada.
@megale @vicvandrade Pior é se misturarem tudo e chamarem o Azeredo e o Arruda pro especial de fim de ano. Aí danou.
@vicvandrade @megale hauhauahuahuaha Não duvido, não duvido.
@megale @vicvandrade Eu fico imaginando quem é que vai cantar no especial de fim de ano dos políticos. Pq quem dança eu já sei.
@vicvandrade @megale Verdade. E a dança deve sair boa porque tem ensaio o ano inteiro.
@megale @vicvandrade Tem mais ensaio que quadrilha de festa junina. E de quadrilha lá eles entendem.
@vicvandrade @megale Fato. De fogueira também.
@megale @vicvandrade Falando em fogueira, eles também devem entender de jogos infantis. Tipo esconde-esconde.
@megale @vicvandrade Sem contar a parte favorita da quadrilha pra eles: "olha o tunel... vamos superfaturar, pessoar!"
@megale @vicvandrade E continua: "Olha a CPI! É mentira! Olha a Polícia Federal! É mentira!"
@vicvandrade @megale Olha o mensalão! É ment... Ah, não. Isso é verdade...
E o pior é que é mesmo. E tá aí a prova do que eu sempre digo e o Ministério da Saúde não me escuta: trabalhar de madrugada é prejudicial à saúde.
Escuta essa: Kurt Weill - Cannon Song
Lado B e Lado A em Curitiba
Logo após o encerramento do Campeonato Brasileiro, escrevi sobre a violência que dominou algumas das principais cidades brasileiras, em especial Curitiba. Apesar de levianamente acusado de estar desviando o foco, já que a campanha do meu time na reta final foi decepcionante, vou encarar novamente o risco e falar outra vez sobre os acontecimentos. Afinal, não dá pra ficar calado.
Segundo matéria do G1, números indicam que pelo menos 18 pessoas ficaram feridas na capital paranaense. Acredito que o número vai além, sem sombras de dúvida. Dois casos graves conhecidos até o momento também constam na matéria: no primeiro deles, um rapaz de 19 anos está internado em estado grave após ter sido ferido na cabeça. A outra história é de uma enfermeira que nada tinha a ver com o jogo, e que estava voltando para casa do trabalho de ônibus, quando uma bomba foi atirada contra o veículo. Saldo: ficou ferida e perdeu três dedos em uma das mãos. Felizmente ela sobreviveu, porém sua vida agora nunca mais será a mesma. Culpados? Um bando de marginais que transformam o futebol (e vários outros esportes) em guerra. Chegaram ao ponto de até apedrejar a casa que o treinador do Fluminense, Cuca, mantém na cidade.
Sempre defendi e reforço ainda mais a minha posição: as torcidas organizadas devem ser extintas dos estádios. Pelo menos temporariamente, até que seja possível registrar e identificar quem são os vândalos que se misturam aos torcedores. Afinal, existem os torcedores e os vagabundos.
Por outro lado, um bom exemplo vem também de Curitiba. Afinal, como falei, lá não é feito só de vagabundos. Ainda mais uma cidade bonita como aquela, que eu já tive oportunidade de conhecer (embora muito rapidamente). Segundo o globoesporte.com, um grupo de torcedores do Coritiba resolveu ajudar na reconstrução do estádio.
A ideia, que surgiu em uma rede de relacionamentos (possivelmente no Orkut), consiste em reaproveitar quantias que seriam utilizadas em festas da torcida e investir na manutenção dos prejuízos. Outra ideia é recolher brinquedos, roupas e alimentos para doar a instituições carentes.
Diferentemente dos animais que protagonizaram as horríveis cenas de domingo e que fazem perder muito do esporte, iniciativas como essa, dos torcedores do Coxa, merecem ser destacadas e repetidas. Pode ser pouco, mas é o que faz a diferença. Palmas para eles e cadeia pros animais.
Escuta essa: Johnny Cash - A Boy Named Sue
domingo, 6 de dezembro de 2009
Encerramento com chave de ouro
O campeonato brasileiro de 2009 foi o mais emocionante já disputado na era dos pontos corridos. Na última rodada, 4 times tinham condições de chegar ao título e a liderança foi revezada várias vezes ao longo do campeonato. Claro, admito estar frustrado por meu time ter tido uma queda vertiginosa de desempenho nas últimas rodadas, ver os maiores rivais beliscarem uma vaga na Libertadores e levantarem o caneco (que me desculpem os flamenguistas, mas não são hexa: o título de 1987 é do Sport!). Ainda assim, foi um baita campeonato. Mas não quero falar do futebol em si.
Antes de mais nada, gostaria de esclarecer que o título acima é extremamente irônico.
Deixando isto claro, vamos à problemática: em São Paulo, decepcionados com a derrota do time e a não-conquista da vaga na Libertadores, torcedores do Palmeiras se revoltaram ao tempo que na Vila Belmiro os confrontos ocorreram tanto antes do jogo como depois do encerramento da partida.
Mas a coisa ficou feia mesmo foi em Curitiba. Em uma das cidades mais "evoluidas" do país, os torcedores, frustrados com o rebaixamento do Coritiba para a segunda divisão invadiram o campo para brigar com jogadores, arbitragem e quem mais aparecesse pela frente. E a confusão se alastrou pelas ruas da cidade,com vários feridos e, inclusive, informações de momento dão conta de que um policial morreu após ter sido baleado.
Esse tipo de cena se repete Brasil afora durante o ano inteiro, especialmente em dia de clássicos. Na América Latina isso também é uma rotina. Na Europa, alguns países sofrem com sérios problemas de segurança.
Fico refletindo se o ser humano é tão animal assim. Se ele é um ser completamente irracional (ao contrário do que se declara ser), a ponto de matar o próximo por causa de uma atividade que deveria ser saudável e benéfica, que é o esporte. Chego à triste conclusão que sim.
O mundo seria tão mais bonito se todos pudessem sair às ruas com a camisa dos seus times, declarar seu amor à um clube e viver as alegrias e tristezas que só o esporte proporciona. Afinal, o respeito mútuo existiria, todos se preocupariam apenas com seu time e não com os rivais, e todos teriam paz para dormir com tranquilidade sabendo que, no dia seguinte, poderiam vestir as cores do seu time sem medo. Mas, na realidade, todos temos de nos cuidar ao usarmos camisas de clubes, temos de nos preocupar com onde vamos e em que dias podemos ou não andar uniformizados, temos de aguentar hostilidades gratuitas e nos preocuparmos com uma coisa que não deveriamos: segurança.
Em que momento da história o ser humano acreditou que era um ser racional, e que poderia se autodeclarar assim? Porque, acompanhando as notícias pós-encerramento do Brasileirão, o que se percebe é uma coisa totalmente diferente.
Sem escuta essa: no silêncio da reflexão e envergonhado pelo triste fim de um campeonato tão bonito.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Vício virtual
Uma das vantagens de se ter recuperado algumas horas de vida é poder gastar pequenas frações do seu tempo com coisas inúteis. Não me refiro a ler, nem ouvir música e ver filmes, pois isso é algo realmente útil. Falo daqueles joguinhos bestas de internet, tipo o "Futebolzin" (Google it!).
A mania da vez (pelo menos minha, já que o jogo em si é relativamente antigo) é o tal do Máfia Wars, joguinho do Facebook. O negócio é divertido pacas, além de te fazer sentir um pouco dentro do Poderoso Chefão. Você tem os serviços para executar, suas propriedades, e pode guerrear contra outros jogadores. É divertido!
Mas a reflexão vai além disso - apesar de eu estar gastando alguns minutos diários com isso, não me considero viciado (ou pelo menos não, ainda). E talvez nem ache necessário entrar nos méritos de vício ou não, isso vale outra discussão que pode abranger também desde Coca-Cola até balas de goma. O fato é: esses joguinhos te puxam pra dentro deles e tem pessoas que não conseguem parar de jogar. O mais interessante, porém, vai além: como as coisas escapam do virtual e se misturam com o real.
Tomo como base pro meu raciocíno o tal do Farmville. A proposta é que você crie uma fazenda, plante, cuide dos seus animais, e etcétera. Confesso que não me apetece nem um pouco - até por conhecer como é a vida na roça (ao contrário das crianças de apartamento de hoje em dia), e não conseguir me prender a essa falsa realidade. O interessante é o tipo de relacionamentos que esse jogo gera: as pessoas são vizinhas das outras, e acabam podendo visitar seus amigos e ver suas plantações. A conclusão do raciocínio é óbvia: as pessoas cada vez mais deixam de viver no mundo real para visitarem seus amigos e conviverem no virtual, na sua "Second Life". É uma coisa meio óbvia, meio clichê, mas vale pensar sobre o assunto.
Agora, no Máfia, a história é outra. Começando por aquele seu "amigo" que te traiu e declarou guerra contra você... ah, ele que me aguarde!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Nocaute
Ontem acordei meio gripado e passei o dia inteiro espirrando, nariz escorrendo, essas coisas comuns de gripe. Hoje acordei pior: corpo meio dolorido, cabeça meio zonza, essas coisas comuns de gripe. Me dei folga.
E foi até bom. Bati recorde de horas dormidas e, apesar de ainda não estar 100%, já estou mais animado em alguns aspectos. Como alguns já devem ter escutado eu falar umas milhares de vezes, os últimos meses foram muito puxados e tudo o que eu mais preciso é de férias. Em compensação, o ritmo está bem mais tranquilo - o que me permite tentar cumprir uma das minhas metas para a vida: escrever todos os dias.
Por mais que muitas vezes eu não fale nada com nada, ou enrole, ou use e abuse da metalinguagem (beijo, Paty!), tenho conseguido gastar ao menos alguns minutos do meu dia escrevendo. E estou bem com isso.
Dizem que quem canta os males espanta. Continuo: quem escreve, também.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
The Times They Are a-Changing
Bob Dylan já cantava que os tempos estão mudando. E estão mesmo.
Passei os últimos seis meses mergulhado em uma viagem muito maluca, em um ritmo muito frenético e muito apertado com as obrigações assumidas. Mas o tempo passa e as coisas se transformam.
Alguns projetos que me dediquei inteiramente nos últimos tempos chegaram ao fim, e agora posso me dedicar à coisas novas. E novidade sempre é bom.
Daí, uma das coisas que pretendo fazer é transformar este blog num espaço realmente ativo. É uma meta que pretendo cumprir, não apenas uma promessa.
Tenho outras ideias de projetos, mas essas vou compartilhando com o tempo. O importante é que vou tirar a poeira daqui, dar uma faxinada, e volta à ativa. Isso é importante e vai ser bom.


