terça-feira, 5 de agosto de 2008

Inspiração

É engraçado pensar de onde vêm a inspiração. E o mais engraçado é não descobrir de onde é. Estou há alguns minutos me decidindo sobre o quê escrever primeiro, e não consegui. Poderia falar sobre o Cavaleiro das Trevas, ou sobre Hancock. Claro, poderia falar sobre O Coringa - sim, com "O" maiúsculo, ou sobre o País da Delicadeza Perdida. Mas estes temas podem esperar, então resolvi dissertar um pouco sobre ela, a inspiração.

Estava pensando como é interessante essa história de inspiração quando temos que escrever ou realizar algum trabalho. Mas vamos nos ater apenas ao "escrever". No cursinho pré-vestibular e em várias outras situações, eu já escutei essa história de "não estou inspirado agora" e blábláblá quando alguém não consegue escrever. Aí, o melhor a fazer é esperar a inspiração chegar. Certo? Errado.

No vestibular, no dia da prova, aquele caos psicológico, se você for esperar a inspiração chegar, você não sairá do lugar - metaforicamente e literalmente, já que no ano seguinte também estará lá, fazendo o bendito novamente. E isso vale para todas as outras provas que fará pela sua vida, e textos que terá que escrever, matérias, redações, reportagens, releases, e etc. É como eu sempre digo: é preciso saber improvisar.

E improvisar não é simplesmente ligar o gerador de lero-lero (dúvidas, consulte o Oráculo). Você têm que ter classe, estilo. Transformar uma pequena idéia em um texto suficientemente grande o bastante para alcançar seus objetivos, sem ultrapassar os limites. É preciso saber prender o leitor, mantê-lo atento ao texto, sem complicar demais no vocabulário ou na enrolação e obrigar o leitor a ir assistir televisão ou te dar um zero na prova.

A prova de que isto funciona está aqui. Eu, cansado, com dor-de-cabeça, e sem inspiração consegui prender você, leitor, até aqui, apenas improvisando um breve tratado sobre a inspiração.

Inspirador, não?

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Passado, Presente, Futuro

"Um dos maiores problemas encontrados em viajar no tempo não é vir a se tornar acidentalmente seu próprio pai ou mãe. Não há nenhum problema em tornar-se seu próprio pai ou mãe com que uma família de mente aberta e bem ajustada não possa lidar. Também não há nenhum problema em relação a mudar o curso da história - o curso da história não muda porque todas as peças se juntam como num quebra-cabeça. Todas as mudanças importantes já ocorreram antes das coisas que deveriam mudar e tudo se resolve no final.

O problema maior é simplesmente gramatical, e a principal obra a ser consultada sobre esta questão é o tratado do Dr. Dan Streetmentioner, o Manual das 1001 Formações de Tempos Gramaticais para Viajantes Espaço-Temporais. Nesse livro você aprende, por exemplo, como descrever algo que estava prestes a acontecer com você no passado antes que o acontecimento fosse evitado quando você pulou para a frente dois dias. O evento é descrito a partir de diferentes pontos de vista, conforme você esteja se referindo a ele do seu próprio instante, de uma época no futuro ou de uma época no passado, e a coisa toda vai ficando ainda mais complicada caso você esteja conversando enquanto viaja de um instante no tempo para outro na tentativa de tornar-se seu próprio pai ou sua própria mãe.

A maioria dos leitores chega até o Futuro Semicondicionalmente Modificado Subinvertido Plagal do Pretérito Subjuntivo Intencional antes de desistir. Por isso, em edições mais recentes desse livro, as páginas subseqüentes têm sido deixadas em branco para economizar custos de impressão.

O Guia do Mochileiro das Galáxias passa levemente por cima dessas complexidades acadêmicas, parando apenas para notar que o termo 'Pretérito Perfeito' foi abandonado depois que se descobriu que não era assim."

(Trecho emprestado do livro O Restaurante no Fim do Universo)

Digo (direi ou terei dito, dependendo de quando você, leitor, lerá ou terá lido esta mensagem) tudo isso sobre os problemas gramaticais relativos às viagens no tempo pois à partir de agora este blog se tornará (se tornou) um tremendo caos espaço-temporal. Sim, pois há (houveram, haverão) coisas que deveriam ter sido (serão, foram) publicadas em determinados momentos dos últimos dias, seguindo uma sequência cronológica que não será (foi) muito bem respeitada por aqui. Alguns temas importantes se misturarão (misturaram-se) com outros mais ou menos relevantes e que estão fora da sua realidade original. Mas não se preocupe: tudo faz (fará, fez) parte da Mistureba Generalizada, que você irá entender (entendeu) algum dia.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Férias!

Depois de um semestre complicado, enfim, estou tirando alguns dias de férias. Irei descansar nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, enquanto respiro os inebriantes vapores marítimos de lá.

Já tenho algumas postagens prontas para o Subeta, mas resolvi deixar para quando voltasse, pois a maioria é sequêncial e quebrar o ritmo não seria nada legal.

Então, à partir do dia 4 de julho, as coisas ficarão realmente movimentadas por aqui.

Até lá, e "não saia do ritmo"!

domingo, 20 de julho de 2008

Dor [2]

Para quem não sabe, arrebentei meu joelho esses dias, e adivinhe como? Jogando bola. Deslocamento de rótula. Ou seja: joelho prum lado, rótula pro outro. Não é nada agradável de se ver e, principalmente, dói muito. Na verdade, dói incrivelmente muito. E o pior é que continua doendo, e às vezes muito.

Mas não pretendo falar sobre isto - ou não muito. Na verdade, esta postagem é, digamos, uma "homenagem".

Estava eu, hoje, conversando com um amigo, justamente sobre joelhos - e também sobre toalhas, pois (1) ele tem um joelho mais ferrado que o meu e (2) ele não entendeu a expressão "taí um mingo que sabe onde guarda a toalha" no meu perfil do Orkut. Falei que a explicação estava aqui (na postagem anterior a esta), e ele se lembrou que eu tinha um blog.

Então, ao ler alguns tópicos do blog, me sugeriu que escrevesse a versão dois da postagem "Dor", em sua homenagem, já que ele arrebentou de vez o joelho na última quinta. Aqui está. Meu caro amigo de um joelho só, essa é pra você!

sábado, 19 de julho de 2008

Toalhas

O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas.
Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido ao seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo-a-corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você - estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.
Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha "acidentalmente perdido". O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.
Daí a expressão que entrou na gíria dos mochileiros, exemplificada na seguinte frase: "Vem cá, você sancha esse cara dupal, o Ford Prefect? Taí um mingo que sabe onde guarda a toalha." (Sancha: conhecer, estar ciente de, encontrar, ter relações sexuais com; dupal: cara muito incrível; mingo: cara realmente muito incrível.)
(Pego emprestado de O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Frases Célebres [2]

"Eu continuo a ser uma coisa só, apenas uma coisa - um palhaço, o que me coloca em nível bem mais alto que o de qualquer político."

(Charles Spencer Chaplin, o Carlitos.)

terça-feira, 8 de julho de 2008

O Retorno II - O Retorno

O pessoal do Tratado deve estar querendo me matar, pois não atualizei mais o Subeta nem acompanhei os outros compactuantes - uma injúria grave contra o pacto. Mas tudo bem, ou não. O importante é que as coisas, enfim, acalmaram - sim, finalmente.

Agora de férias da faculdade, poderei dedicar mais tempo a outras atividades como escrever ou redigir. Embora a questão do tempo ainda seja um problema, pois continuo trabalhando. Mas não é trabalho + faculdade, é só trabalho, muito trabalho, mas ainda assim, é bem mais tranquilo. Então, não seria heresia dizer que o Subeta Net está de volta com força total!

E, para o semestre que vem, já faço uma promessa: me organizar melhor e não deixar o barco afundar. E vou cumprir. É sério. (Tá rindo do quê aí?)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A Terra

A Terra, segundo a Wikipédia, "é um planeta do sistema solar, sendo o terceiro em ordem de afastamento do Sol e o quinto em diâmetro. É o maior dos quatro planetas telúricos. Entre os planetas do Sistema Solar, a Terra tem condições únicas: mantém grandes quantidades de água, tem placas tectônicas e um forte campo magnético. A atmosfera interage com os sistemas vivos. A ciência moderna coloca a Terra como único corpo planetário que possui vida da forma a qual conhecemos. Alguns cientistas como James Lovelock consideram que a Terra é um sistema vivo chamado Gaia.

O planeta Terra tem aproximadamente uma forma esférica, mas a sua rotação causa uma deformação para a forma elipsóidal (achatada aos pólos). A forma real da Terra é chamada de Geóide, apresenta forma muito irregular, ondulada, matematicamente complexa."


A Terra, segundo O Guia, é Praticamente Inofensiva.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O Retorno

A dor no joelho, passou.

O inchaço, também passou.

A semana bastante complicada, passou.

Uma pior ainda, chegou.

Mas em breve, passará.

O importante é que as postagens voltaram.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Dor

Dói.